Modos de Ver

A primeira parte do documentário “Modos de Ver” faz menção a introdução da câmera no mundo da arte, em que se muda a perspectiva e o espaço-tempo em que uma pintura, por exemplo, é vista através de fotografias. A câmera, de certa maneira, aproxima as pessoas das obras, uma vez que as fotografias que vão até você, sem a necessidade de ter que ir a um lugar especifico para apreciá-las. Ademais, John Berger traz a ideia da multiplicação de significados de uma obra devido a possibilidade diferenciação da pintura pela câmera, pois em cada espaço e para cada pessoa a imagem traz uma interpretação distinta. Ele exemplifica essa questão a partir do som e do movimento, dado que devido a mudança desses aspectos a pintura adquiri um novo significado totalmente diferente do original, a música, por exemplo, nos condiciona para uma determinada compreensão da obra, e o mesmo ocorre com a movimentação, quando se aproxima para um detalhe da pintura muda-se também o que se pensa daquela obra. Além disso outra questão que interfere no impacto que a pintura traz é o que você viu anteriormente ou posteriormente quando se apreciou a obra, e isso interfere diretamente no sentido que ela lhe causa. Berger também faz um experimento com crianças para mostrar como elas interpretam as obras a partir das suas próprias experiências, sem um conhecimento prévio do autor.

Pontos a serem discutidos: 

  •  De que maneira a reprodução das pinturas em massa podem interferir no significado original da obra? Isso poderia acarretar a perda da ideia inicial do autor da obra?
  •  É interessante o experimento realizado com o som e o movimento, uma vez que a música te condiciona a uma determinada interpretação por causa do ritmo, batida e intensidade. Pois dependendo dela você pode ver a obra com uma ideia de tristeza, rigidez ou até felicidade, E isso também ocorre com o movimento, quando se foca em uma parte especifica da pintura, o significado muda completamente e isso é muito instigante.
  • É possível a apreciação de uma obra sem nenhuma interferência externa? Pois na minha concepção é impossível ao interpretar uma obra você não a condicionar a questões de sua própria vivência.  

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