Teoria do Não-Obejto de Ferreira Gullar

 Essa atividade consistia em ler o livro de Ferreira Gullar e selecionar imagens que, de certa maneira, o ilustrasse. Eu peguei algumas citações do escritor e escolhi obras que poderiam representar aquela explicação. Segue abaixo a atividade completa:

“Quando os pintores impressionistas, deixando o atelier pelo ar livre, procuraram apreender o objeto imerso na luminosidade natural, a pintura figurativa começou a morrer. Nos quadros de Monet os objetos se dissolvem em manchas de cor e a face usual das coisas se pulveriza entre os reflexos luminosos. A fidelidade ao mundo natural transferira-se da objetivação para a impressão. “

Claude Monet

 

“Com o cubismo, o objeto é brutalmente arrancado de sua condição natural, transformado em cubos, o que virtualmente lhe imprimia uma natureza ideal; esvaziava-o daquela obscuridade essencial, daquela opacidade invencível que caracteriza a coisa. “

Maisons de L’ Estaque, 1908 – George Braque

 

“E é com Mondrian e Malevitch que a eliminação do objeto continua. Sobre a tela em branco, Mondrian não representará mais o objeto: ela e o espaço onde o mundo se harmonizara segundo os dois movimentos básicos da horizontal e da vertical. “     

Mondrian - Composição com vermelho, amarelo, azul e preto


"A pintura abandona radicalmente a representação, como no caso de Mondrian e Malevich. "
Quadro Negro - Kazimir Malevich


“Mais tarde o dadaísta Kurt Schwitters constrói o seu Merzbau feito com objetos ou fragmentos de objetos achados na rua, ainda é a mesma intenção que se amplia, já agora livre da moldura, no espaço real. ”
Merzbau - Kurt Schwitters


“Sinal desse mútuo extravasamento entre a obra de arte e o objeto é a celebre Blague de Marcel Duchamp enviado para a Exposição dos Independentes, em Nova lorque (1916) um urinol-fonte, desses que se usam no mictório dos bares, essa técnica ficou conhecida como ready-made. “

Fonte, 1917 – Marcel Duchamp


O caminho seguido pela vanguarda russa mostrou-se bem mais profundo. Os contra relevos de Tatlin e Rodchenko, indicam uma evolução coerente do espaço representado para o espago real, das formas representadas para as formas criadas.

Relevo de Canto, 1915 – Vladimir Tatlin

 

“Há muita afinidade entre um contra relevo de Tatlin e uma escultura de Pevsner. “

Construção no Espaço, 1923 -  Antoine Pevsner

 

 O mesmo se pode dizer de um quadro de Lygia Clark e uma escultura de Amilcar de Castro. Donde se conclui que a pintura e a escultura atuais convergem para um ponto comum, afastando-se cada vez mais de suas origens. Tornam-se objetos especiais, não-objetos, para os quais as denominações de pintura e escultura já talvez não tenham muita propriedade. “

Bichos, 1965 – Lygia Clark

 

1985 – Almicar de castro

 

 

 






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