Teoria do Não-Obejto de Ferreira Gullar
Essa atividade consistia em ler o livro de Ferreira Gullar e selecionar imagens que, de certa maneira, o ilustrasse. Eu peguei algumas citações do escritor e escolhi obras que poderiam representar aquela explicação. Segue abaixo a atividade completa:
“Quando os pintores impressionistas, deixando o atelier pelo ar livre, procuraram apreender o objeto imerso na luminosidade natural, a pintura figurativa começou a morrer. Nos quadros de Monet os objetos se dissolvem em manchas de cor e a face usual das coisas se pulveriza entre os reflexos luminosos. A fidelidade ao mundo natural transferira-se da objetivação para a impressão. “
“Com o cubismo, o objeto é brutalmente arrancado de sua condição natural, transformado em cubos, o que virtualmente lhe imprimia uma natureza ideal; esvaziava-o daquela obscuridade essencial, daquela opacidade invencível que caracteriza a coisa. “
Maisons de L’ Estaque, 1908 – George Braque
“E é com Mondrian e Malevitch que a eliminação do objeto
continua. Sobre a tela em branco, Mondrian não representará mais o objeto: ela
e o espaço onde o mundo se harmonizara segundo os dois movimentos básicos da
horizontal e da vertical. “
“Sinal desse mútuo extravasamento
entre a obra de arte e o objeto é a celebre Blague de Marcel Duchamp enviado
para a Exposição dos Independentes, em Nova lorque (1916) um urinol-fonte,
desses que se usam no mictório dos bares, essa técnica ficou conhecida como ready-made. “
O caminho seguido pela vanguarda
russa mostrou-se bem mais profundo. Os contra relevos de Tatlin e Rodchenko, indicam
uma evolução coerente do espaço representado para o espago real, das formas
representadas para as formas criadas.
Relevo de Canto, 1915 – Vladimir Tatlin
“Há muita afinidade entre um contra relevo de
Tatlin e uma escultura de Pevsner. “
Construção
no Espaço, 1923 - Antoine
Pevsner
“O mesmo se pode dizer de um quadro de Lygia Clark e uma escultura de Amilcar de Castro. Donde se conclui que a pintura e a escultura atuais convergem para um ponto comum, afastando-se cada vez mais de suas origens. Tornam-se objetos especiais, não-objetos, para os quais as denominações de pintura e escultura já talvez não tenham muita propriedade. “
Bichos, 1965 – Lygia Clark











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